Em que me vi obrigada pelo meu marido a estatelar-me no areal bem untada com protetor solar [fator 15 no corpo e fator 50+ na cara], depois de uma "raquetada" em que me deixou com os bofes de fora e a só querer dar um mergulho e cair na toalha.
Ele lá ia tentando, sem sucesso, ensinar o mais velho a acertar com a raquete na bola e evitar que o mais novo comesse todo o areal. Só não conseguia evitar que o mais novo viesse para cima da mãe e lhe enfiasse com areia na boca, mas... concentremo-nos nas partes monótonas e na boa intenção do senhor.
Desta vez quisemos inovar e não almoçar na praia. Já tínhamos almoçado no sábado... de maneiras que desmontámos a tenda e fomos montá-la em outro lado, mas sempre com a praia debaixo dos nossos olhos. Um bocadinho de todo o terreno, com o corpo cheio de protetor e areia colada não é lá muito boa ideia, mas não tive coragem de estragar o momento, tais eram as gargalhadas que os rapazes davam de cada vez que o jipe "ficava maluco".
Chegámos a um ponto em que olhávamos para a direita e víamos a Praia da Caóta e a praia do Mombolo.
Olhávamos para a esquerda e víamos a Baía Azul e a Baía Farta.
E decidimos que era o sítio perfeito para um almoço daqueles bem "à parolos", com direito a tachos com esparguete e atum. De maneiras que baixámos os bancos do jipe e por ali alapámos por umas horas, a apanhar com um vento fresco. O Pedro comeu como um abade, depois deitou-se a olhar para o céu e apenas "despertava" quando o André caía com o rabo bem em cima da sua cara.
E o picnic foi uma festa. E festa que se preze tem que ter música e muita dança. E, ali, naquele monte que era só nosso e em que, aparentemente, ninguém nos estava a ver colocámos o volume no máximo e dançámos ao som de muito kizomba e kuduro e outras coisitas mais, para grande delírio da pequenada.
Enfim... uma monotonia de domingo! Ai que saudades de ficar em casa, no escuro, de pijama, a ver filmes e a encher a barriga com coisas que fazem mal!